Hoje, quando vim da escola, os pássaros estavam a cantar. Era um daqueles raros momentos em que não se ouvia nada a não ser o nosso riso e conversas, e eles pareciam despedir-se de nós, desejando-nos um bom fim-de-semana. Fiquei a pensar que, às vezes, esse som faz falta no meio do barulho do dia-a-dia. Estamos tão concentrados nos nossos problemas, tão fixados nas tecnologias e nas confusões, que nos esquecemos que é importante parar de vez em quando, para ouvir os pássaros e apreciar a beleza do mundo em redor. A beleza das pequenas coisas, aquelas que não se manifestam a toda a hora, aquelas que é preciso procurar e ver, com olhos de ver.
Fico um bocado reticente a escrever isto aqui, sobretudo quando penso no que a Sonho irá pensar quando ler isto. Ou no que os outros pensariam... Parece que as pessoas da nossa idade apenas estão preocupadas com superficialidades, como se o que fosse profundo e fizesse pensar fosse mau. Como se nos tivessemos de envergonhar de pensar, de gostar de algo de que os outros não gostam. Quantas vezes não ri eu, com os outros, pensando, na verdade, que o que eles diziam era errado? Quantas vezes não guardei para mim pensamentos mais poéticos, apenas com medo de que as pessoas se rissem? É como o canto dos pássaros. Chamem-me tola, mas é uma daquelas coisas que me faz sorrir, que me faz acalmar os ânimos imediatamente quando estou zangada. Uma das pequenas coisas da vida que me lembra a sorte que tenho em viver onde vivo, com os pais que tenho, com as amigas que tenho, com boas condições, e com a possibilidade de me dar a certos luxos, quando há gente no mundo que não tem nada e eu, que não tenho tudo, sinto que tudo tenho, só por ser quem sou e estar onde estou.
Estes e outros pensamentos inundaram-me a cabeça até chegar a casa.Vim todo o caminho cheia de vontade de comer o croissant de chocolate que escaldava nas minhas mãos. Apertei o atacador da bota pela quinquagésima vez, procurei as chaves nos inúmeros bolsos da minha carteira, mas a minha barriga dava horas. Quando cheguei, ignorei as recomendações do dono da loja, e comi-o, estava óptimo.
Durante todo o tempo mantive-me mais ou menos calada, a pensar nisto. Será que as outras pessoas também pensam como eu? Será que por trás da sua aparente indiferença não pensarão, também, assim? Será que é apenas vergonha de mostrarem quem são que as impede de apreciar o que é belo? Talvez... E talvez eu esteja a escrever num tom demasiado melancólico, mas a escrita põe-me muitas vezes assim, e devem desculpar-me se alguns dos meus posts forem em tons mais cinzentos.
E pronto, agora vou arrumar as coisas, mais uma viagem para fazer. Comentem, ou não, como acharem melhor, e digam-me quais os vossos pensamentos para este fim-de-semana.
Fico um bocado reticente a escrever isto aqui, sobretudo quando penso no que a Sonho irá pensar quando ler isto. Ou no que os outros pensariam... Parece que as pessoas da nossa idade apenas estão preocupadas com superficialidades, como se o que fosse profundo e fizesse pensar fosse mau. Como se nos tivessemos de envergonhar de pensar, de gostar de algo de que os outros não gostam. Quantas vezes não ri eu, com os outros, pensando, na verdade, que o que eles diziam era errado? Quantas vezes não guardei para mim pensamentos mais poéticos, apenas com medo de que as pessoas se rissem? É como o canto dos pássaros. Chamem-me tola, mas é uma daquelas coisas que me faz sorrir, que me faz acalmar os ânimos imediatamente quando estou zangada. Uma das pequenas coisas da vida que me lembra a sorte que tenho em viver onde vivo, com os pais que tenho, com as amigas que tenho, com boas condições, e com a possibilidade de me dar a certos luxos, quando há gente no mundo que não tem nada e eu, que não tenho tudo, sinto que tudo tenho, só por ser quem sou e estar onde estou.
Estes e outros pensamentos inundaram-me a cabeça até chegar a casa.Vim todo o caminho cheia de vontade de comer o croissant de chocolate que escaldava nas minhas mãos. Apertei o atacador da bota pela quinquagésima vez, procurei as chaves nos inúmeros bolsos da minha carteira, mas a minha barriga dava horas. Quando cheguei, ignorei as recomendações do dono da loja, e comi-o, estava óptimo.
Durante todo o tempo mantive-me mais ou menos calada, a pensar nisto. Será que as outras pessoas também pensam como eu? Será que por trás da sua aparente indiferença não pensarão, também, assim? Será que é apenas vergonha de mostrarem quem são que as impede de apreciar o que é belo? Talvez... E talvez eu esteja a escrever num tom demasiado melancólico, mas a escrita põe-me muitas vezes assim, e devem desculpar-me se alguns dos meus posts forem em tons mais cinzentos.
E pronto, agora vou arrumar as coisas, mais uma viagem para fazer. Comentem, ou não, como acharem melhor, e digam-me quais os vossos pensamentos para este fim-de-semana.
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